sábado, 31 de julho de 2010

ORAÇÃO CELTA

Que jamais, em tempo algum, o teu coração acalante ódio.
Que o canto da maturidade jamais asfixie a tua criança interior.
Que o teu sorriso seja sempre verdadeiro.
Que as perdas do teu caminho sejam sempre encaradas como lições de vida.
Que a musica seja tua companheira de momentos secretos contigo mesmo.
Que os teus momentos de amor contenham a magia de tua alma eterna em cada beijo.
Que os teus olhos sejam dois sóis olhando a luz da vida em cada amanhecer.
Que cada dia seja um novo recomeço, onde tua alma dance na luz.
Que em cada passo teu fiquem marcas luminosas de tua passagem em cada coração.
Que em cada amigo o teu coração faça festa, que celebre o canto da amizade profunda que liga as almas afins.
Que em teus momentos de solidão e cansaço, esteja sempre presente em teu coração a lembrança de que tudo passa e se transforma, quando a alma é grande e generosa.
Que o teu coração voe contente nas asas da espiritualidade consciente, para que tu percebas a ternura invisível, tocando o centro do teu ser eterno.
Que um suave acalanto te acompanhe, na terra ou no espaço, e por onde quer que o imanente invisível leve o teu viver.
Que o teu coração sinta a presença secreta do inefável!
Que os teus pensamentos e os teus amores, o teu viver e atua passagem pela vida, sejam sempre abençoados por aquele amor que ama sem nome.
Aquele amor que não se explica, só se sente.
Que esse amor seja o teu acalanto secreto, viajando eternamente no centro do teu ser.
Que este amor transforme os teus dramas em luz, a tua tristeza em celebração, e os teus passos cansados em alegres passos de dança renovadora.
Que jamais, em tempo algum, tu esqueças da Presença que está em ti e em todos os seres.
Que o teu viver seja pleno de Paz e Luz!


sexta-feira, 25 de junho de 2010

Eu quero, eu quero, eu quero!

Eu quero, eu quero, eu quero!


Acho muito curioso as vontades das pessoas e como estas as dominam.
Como é patética a postura das pessoas diante da negação destas vontades. Como se transformam. Como se revelam.
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Todos querem que suas pequeninas vontades pequenas sejam realizadas e acatadas, e no caso contrário não conseguem desfarçar suas insatisfações, seus corações mimados e inseguros, fracos e umbigocêntricos.
Pessoas despreparadas que são para a vida e para o mundo. Crêem que são o centro das circunferências, sonham (pobres seres) que todos e tudo tem de funcionar de acordo com seus "eus".
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Se as coisas não são como desejam (e normalmente não são), se alguém não faz o que quer, se as circunstâncias não se apresentam de acordo com vossos crus anceios isso é o bastante para se tornarem (e retornarem a ser) bebês, batendo o pezinho no chão. Despreparadas para a vida. Nunca são felizes, sempre se acham mais preparadas, mais visionárias, mais responsáveis, mais dinâmicas, mais inteligentes, e pois como não, mais merecedoras.
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E com isso vão estendendo seu sofrimento, sua insatisfação com a vida. Mormente clamando aos Deuses por... .... ....justiça.


...Palavra perigosa de se clamar.

texto retirado* do blog:  Mausoleu dos Desvairados 
obrigado Oberon por me permitir postar o texto ...

quinta-feira, 24 de junho de 2010

tirinhas -POBRE EH FODA RSS

Coração Vazio (texto postado em um blog antigo meu...ha anos atras...)














Não tenho mais coração
Não mais creio no amor
E estou longe daquilo que já fui
E mais distante ainda
Daquilo que um dia sonhei ser
Agora, não mais me reconheço
Nem quero julgar se mereço
A tragédia que sobre mim recai
Sei somente que há uma pedra
Que quase pulsa dentro de mim
Um bloco de gelo e mármore
De aço maciço inoxidável
Sofrido, inumano, empedernido
Intangível e intocável
Mas que ainda urra de dor
Recheado de ódio
Através do qual
O sangue, em vão inacessível,
Teima em tentar passar.
Hoje andei pelas ruas
Como um bêbado
Desesperado e sem rumo
Os olhos repletos de lágrimas
E para não demonstrar fraqueza
Eu me esforcei
Para que não escorressem
Constrangedoramente pelas faces
Quando, em verdade
Em somente queria gritar
A todo pulmão

– Por favor, me ajudem:

Preciso de um amigo,
Uma palavra
Mas eu estava só
Em meio a milhares de pessoas
E para não parecer um louco
Engoli meu choro
E me agarrei ainda mais
À minha solidão.